sexta-feira, 10 de abril de 2015

A Escola, a Sociedade e as Tecnologias

A Biblioteca Escolar e a Web 2.0

Tendo em conta a evolução das  TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) e inúmera informação e  multiplicidade de meios de divulgação da informação, sendo da responsabilidade do professor bibliotecário a divulgação das Web 2.0,  conhecer, explorar e compreender as potencialidades que a Web 2.0, como também incentivar e apoiar e “conduzir” a escola para a mudança de paradigma.
A biblioteca escolar assume um papel crucial na formação de utilizadores ativos e capazes de construir o seu próprio conhecimento, através da formação nas literacias de acesso à informação digital e, principalmente, de leitura, pesquisa, seleção, interpretação e análise crítica dos conteúdos.  Torna-se  imprescindível que os professores, e não só o professor bibliotecário recorram ao uso das ferramentas da Web 2.0 para a abordagem dos seus conteúdos, de forma a envolver os alunos na sua própria aprendizagem, como meio de envolver e apelar à participação ativa dos alunos, mesmo os mais arredados das tarefas escolares. Nesta perspetiva, os professores mdeverão implementar a sua prática no sentido de apresentar problemas, despertar interrogações, coordenar grupos de trabalho e sistematizar experiências, de forma a valorizar e proporcionar o diálogo, a colaboração e, consequentemente, a construção do conhecimento.
 
Bibliografia:
Furtado, C. Cordeiro (2009). Bibliotecas escolares e Web 2.0.: revisão da literatura sobre Brasil e Portugal. Em Questão,v.15, n.ᵒ 2, Porto Alegre, pp. 135-150.
Maness, J. M. (2007). Teoria da biblioteca 2.0: as suas implicações para as bibliotecas. Informação & Sociedade: Estudos, v.17, n. ᵒ1, pp. 43-51

 

 

Qual o papel da escola na Sociedade atual invadida pelas tecnologias?

As TIC estão presentes no nosso quotidiano, estas estão a criar novos hábitos sociais: conversar sem ver, sem tocar mas sim trocar ideias, resolver situações,…até mesmo divertir… passamos a ser mediadas pelo computador de uma forma síncrona ou assíncrona. No e-mail, no Facebook, no Twittter, no Skype, no telemóvel…
Tal como refere Silva, 1999 «O facto de (...) se poder aceder aos mais variados tipos de informação sediada em computadores em qualquer parte do mundo, se poder conversar (em tempo real) e corresponder com pessoas espalhadas pelo mundo, se poder ter o seu espaço próprio de publicação, faz com que se aprenda a ver e a sentir o mundo de modo diferente porque se gera uma nova forma de conceber o espaço, o tempo, as relações, a representação das identidades, os conhecimentos, o poder, as fronteiras, a legitimidade, a cidadania, a pesquisa, enfim, a realidade social, política, económica e cultural» (Silva, 1999).

Qual o papel da escola na Sociedade atual invadidade pelas tecnologias?

Atualmente os professores deparam-se com uma nova sociedade de “nativos digitais”, que passam o dia sempre acompanhados ou com SMS, blogues, youtube, facebook, chats, … durante a noite os PC e os smartphones passam a descarregar músicas, filmes e séries durante toda a noite, ou seja o mundo não para, porque a informação e a comunicação são um contaste turbilhão e atualizacões que se torna necessário acompanhar. A informação já não se encontra só dentro da de aula, nem dos livros e cadernos. “A sala de aula é maior que o planeta Terra” escreveram Candeias e Silva, 2008. E certamente que os professores já não são vistos como “detentores do saber”., estes tem que se adaptar às novas exigências, alterar o seu papel de transmissor de conhecimentos para se transformar num mediador de aprendizagens, deve facultar uma literacia digital que será sem dúvida uma mais-valia para os seus alunos para que se tornem cidadãos ativos numa sociedade em constante mudança. É fundamental definir estratégias para que os alunos trabalhem a informação com espírito crítico, criatividade, flexibilidade, trabalho em equipa, autonomia, entre outras, preparando-os para a inserção na vida activa.
“Os professores e os alunos passam a ser parceiros solidários que enfrentam desafios a partir das problematizações reais do mundo contemporâneo e procuram acções conjuntas que levam à colaboração, à cooperação e à criatividade, para tornar a aprendizagem colaborativa, crítica e transformadora (SILVA, 2006).”
Quanto ao perfil docente, (CAPARRÓZ e LOPES.2008) citando Moran (2006) argumenta que com a educação online se multiplicam os papéis do professor, exigindo uma grande capacidade de adaptação e criatividade diante de novas situações, propostas e atividades. O professor online deveria aprender a trabalhar com diferentes tipos de tecnologias, possuir uma visão mais participativa do processo educacional, estimular a criação de comunidades, a pesquisa em pequenos grupos, a participação individual e coletiva.
Devemos realçar que esta evolução da escola, buscando novas metodologias de aprendizagem com recurso às TIC, se tem deparado com algumas dificuldades. Como diz Miranda, Guilhermina Lobato, in Limites e possibilidades das TIC na educação, colocar computadores nas salas e não alterar as práticas de ensino não vai produzir resultados na aprendizagem dos alunos. E, neste aspeto, deparamos com um segundo problema que se prende com a resistência de uma parte dos docentes à formação em TIC e à mudança de metodologia de ensino. Como diz a mesma autora, “uma sólida formação técnica e pedagógica dos professores bem como do seu empenho são determinantes”.  “É neste contexto que a escola tem vindo a alterar as metodologias de ensino-aprendizagem e a apoiar a adoção de recursos educativos baseados nas Tecnologias de Informação e Comunicação que proporcionem um ensino mais em conformidade com os estímulos predominantes na sociedade do século XXI. (CANDEIAS e SILVA, 2008)”
Em jeito de conclusão e citando Coutinho e Bottentuit Júnior (2007) “…hoje em dia, a aprendizagem deve ser realizado ao longo da vida (lifelong learning). O ciberespaço rompeu com a ideia de tempo próprio para a aprendizagem. O espaço da aprendizagem é aqui, em qualquer lugar; o tempo de aprender é hoje e sempre”. 

 

TIC em contexto educativo

As TIC em Contexto Educativo

As novas tecnologias não  substituem o professor ou o ensino, dito tradicional. A complementaridade é a fulcral.
As ferramentas que hoje se encontram à disposição dos utilizadores constitui mais um recurso que, quando bem utilizado, poderá ajudar na construção do conhecimento “partilhado”.  A grande questão que nos é colocada tem a sua génese no tipo de utilização que queremos ou podemos dar a esse manancial de recursos.
Estou convicta de que o sucesso na utilização das TIC, na educação, fundamenta-se em questões pedagógicas. A prática pedagógica deve ser repensada. Não basta possuir os meios tecnológicos, precisamos utilizá-los de forma inteligente, devemos traçar objetivos de aprendizagem claros e exequíveis; clarificar as competências que desejamos que os nossos utilizadores devem alcançar; escolher as ferramentas adequadas à tarefa que pretendemos realizar.
No entanto, Julgo que o uso das tecnologias na educação deve fazer parte de uma prática situada, contextualizada e intencional. Quando se mudam as formas de aprender e ensinar, o recurso à tecnologia nasce de uma necessidade.
Se continuamos com as mesmas práticas ultrapassadas, corremos o risco de não ver qualquer utilidade na utilização dos recursos disponíveis, ou por outra, continuamos a fazer um mal uso das mesmas.
Há que trabalhar de forma colaborativa e não ter medo de arriscar ou parecer menos capaz perante os nossos utilizadores/alunos e colegas/professores. Se for presente alguma instabilidade, devemos introduzir as Tecnologias da Informação e Comunicação com tarefas mais simples ou seguindo exemplos de boas práticas. Os exemplos são sempre úteis e pedagógicos, podemos aprender com eles e adaptá-los à nossa realidade.
É certo que não há receitas, devemos descobrir a forma mais útil, mais eficaz e mais feliz, para si e para os seus alunos, de utilizar os meios que tem ao seu dispor.
As novas tecnologias, para além de se constituírem num recurso atrativo e indispensável, são ferramentas que acabam por ser utilizadas pela própria necessidade de dar resposta aos desafios que vão surgindo no trabalho do dia-a-dia.
O desafio é gerar situações de aprendizagem em que os utilizadores/ alunos se revejam e que o produto final tenha significado prático, situações que "obriguem" a uma utilização de várias ferramentas. É o aprender fazendo…

TIC no curriculo - potencialidades e constrangimentos





quinta-feira, 19 de março de 2015

A lenda de São Martinho

A lenda de São Martinho

Atividade desenvolvida pela BE no âmbito da promoção da leitura. foi desenvolvida em conjunto pelos docentes do 1º ciclo.

http://www.slideshare.net/oliviagp/lenda-de-s-martinho-45997200

quarta-feira, 18 de março de 2015

Glogster



 Ferramenta Web 2.0, a utilizar nas várias áreas disciplinares, permite compilar diversas ferramentas, o que permite uma melhor  compreensão de determinados conteúdos. Ferramenta em que se torna possível inserir texto, vídeo, áudio, imagens, gráficos, e outros recursos o que permite com alguma subtileza cativar o interesse dos nossos utilizadores.



SlideShare - Princepezinho

Concurso - Principezinho

http://www.slideshare.net/oliviagp/principezinho-45997270


Atividade desenvolvida pela BE no âmbito da promoção da leitura, foi desenvolvida em conjunto pelos docentes de língua portuguesa. A presente atividade foi desenvolvida pelo grupo de língua portuguesa e pela BE.


terça-feira, 17 de março de 2015

A BE e os novos ambientes virtuais de aprendizagem: Repensar o papel das bibliotecas escolares

A BE e os novos ambientes virtuais de aprendizagem: Repensar o papel das bibliotecas escolares

Ao repensar os espaços de aprendizagem, teremos também de repensar o papel das bibliotecas escolares.
Os novos ambientes virtuais de aprendizagens e as comunidades de prática podem constituir novas oportunidades para a Biblioteca Escolar.... mas também novas responsabilidades.
Quais são os desafios...? As possibilidades...? As dificuldades?

O progresso tecnológico facilita a ação do homem, como produtor e consumidor de informação, contribuindo para a emergência uma economia do conhecimento em rede (Carvalho, 2007).
Atualmente já não nos imaginamos sem o acesso à Internet, o desenvolvimento das tecnologias, a Web tem originado mudanças sociais e culturais significativas, originando um novo padrão, um novo paradigma social e fazendo emergir uma nova geração de nativos digitais que formam uma comunidade virtual. No mundo em que vivemos onde a Internet impera, representa um conhecimento de dimensão inacreditável e em crescimento exponencial, dá-se destaque na partilha e produção de mais informação.
Carvalho (2007) refere que “é, pois, imperioso preparar as gerações para esta nova forma de estar, onde todos são consumidores e produtores e onde as capacidades de pesquisar e avaliar a qualidade da informação são críticas”.
As mudanças sociais e culturais trazem repercussões no contexto educativo, criando um modelo educacional de conhecimento e cultura virtuais que não pode ser ignorado pelos agentes educativos, dado que acaba por mudar a natureza do ensino e da aprendizagem, passando a uma abordagem construtivista, mais centrada no aluno.
As “novas capacidades exigidas atualmente” são “pesquisar, selecionar e citar; cooperar e colaborar presencialmente e online; e, ainda, publicar e partilhar online”, a BE pode e deve ter um papel de destaque e este papel deve ser repensado e reforçado de modo a tornar-se ainda mais ativo, deve ensinar os alunos a movimentarem-se online, a procurar informação, a verificar a sua qualidade e pertinência, a comunicá-la, a colaborar e a respeitar os direitos de autor e evitar o plágio, segundo Carvalho (2007).
Segundo Albion e Maddux (2007), citados por Carvalho (2007), “mais do que o acesso à informação, o desafio está, agora, sobretudo na selecção de informação”, visto que “a publicação online não é necessariamente sujeita a qualquer avaliação prévia da sua qualidade, como acontece, normalmente, numa editora”. “Saber pesquisar e avaliar a qualidade da informação” (Carvalho, 2007) são os “dois requisitos complementares de grande importância”.
 A BE poderá começar a revelar as potencialidades de algumas ferramentas que podem constituir o PLE -  Personal Learning Environement -  de cada aluno, e que poderão funcionar como repositório de pesquisas e de recursos encontrados online e como ponto de produção e partilha de informação e mais conhecimento, formadas as competências a este nível, é provável que teremos alunos aptos a conviver na “Galáxia Internet” e a tirar proveito na construção de aprendizagens ao longo da vida e na participação em comunidades virtuais de ensino/aprendizagem.
Os ambientes virtuais, a Web 2.0 apresentam-se aos nossos alunos como um poderoso atrativo que deve ser aproveitado pela biblioteca escolar no desenvolvimento de atividades de apoio ao currículo, pelas fantásticas potencialidades que oferece. As pesquisas orientadas, as leituras em diferentes suportes, a interatividade virtual com o acervo da biblioteca, o acesso rápido à informação, a partilha, a cooperação são funcionalidades permitidas pelo uso das tecnologias que podem ser um poderoso aliado na abordagem educativa e na construção do conhecimento. “As oportunidades na rede são inúmeras para professores e alunos desenvolverem uma aprendizagem autêntica” (Carvalho, 2007, p. 28).
 Os vários desafios impostos pela sociedade de informação, os professores e mais concretamente ao professor bibliotecário impõe-se, em primeiro lugar, a formação pessoal no âmbito das tecnologias, assim como a abertura à sua utilização no trabalho dos conteúdos curriculares e no apoio ao currículo. “A formação tem que incidir não só sobre a utilização da tecnologia mas também sobre a sua integração pedagógica na sala de aula.” (Carvalho, 2007, p. 27).



Referências:
Carvalho, A. (2007). Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos  Recursos e Ferramentas Online aos LMS. Sísifo. Revista de Ciências da Educação, 03, pp. 25‑40. 

Illera, J. L. R. (2007). Como as comunidades virtuais de prática e de aprendizagem podem transformar a nossa concepção de educação. Sísifo. Revista de Ciências da Educação, 03, pp. 117-124

Mota, J. (2009). Personal Learning Environments: Contributos para uma discussão do conceito. Educação, Formação & Tecnologias, vol.2 (2); pp. 5-21. 



segunda-feira, 16 de março de 2015

Um livro...!!! sem palavra pass

Um Livro...???


Ambientes virtuais de aprendizagens na BE

Ao repensar os espaços de aprendizagem, teremos também de repensar o papel das bibliotecas escolares.
Os novos ambientes virtuais de aprendizagens e as comunidades de prática podem constituir novas oportunidades para a Biblioteca Escolar.... mas também novas responsabilidades.
Quais são os desafios...? As possibilidades...? As dificuldades?

QUAL O PAPEL DA ESCOLA NA SOCIEDADE ATUAL INVADIDA PELAS TECNOLOGIAS?
As TIC estão presentes no nosso quotidiano, estas estão a criar novos hábitos sociais: conversar sem ver, sem tocar mas sim trocar ideias, resolver situações,…até mesmo divertir… passamos a ser mediadas pelo computador de uma forma síncrona ou assíncrona. No e-mail, no Facebook, no Twittter, no Skype, no telemóvel…
Tal como refere Silva, 1999 «O facto de (...) se poder aceder aos mais variados tipos de informação sediada em computadores em qualquer parte do mundo, se poder conversar (em tempo real) e corresponder com pessoas espalhadas pelo mundo, se poder ter o seu espaço próprio de publicação, faz com que se aprenda a ver e a sentir o mundo de modo diferente porque se gera uma nova forma de conceber o espaço, o tempo, as relações, a representação das identidades, os conhecimentos, o poder, as fronteiras, a legitimidade, a cidadania, a pesquisa, enfim, a realidade social, política, económica e cultural» (Silva, 1999).

QUAL O PAPEL DA ESCOLA NA SOCIEDADE ATUAL INVADIDA PELAS TECNOLOGIAS?
Atualmente os professores deparam-se com uma nova sociedade de “nativos digitais”, que passam o dia sempre acompanhados ou com SMS, blogues, youtube, facebook, chats, … durante a noite os PC e os smartphones passam a descarregar músicas, filmes e séries durante toda a noite, ou seja o mundo não para, porque a informação e a comunicação são um contaste turbilhão e atualizacões que se torna necessário acompanhar. A informação já não se encontra só dentro da de aula, nem dos livros e cadernos. Ccertamente que os professores já não são vistos como “detentores do saber”., estes tem que se adaptar às novas exigências, alterar o seu papel de transmissor de conhecimentos para se transformar num mediador de aprendizagens, deve facultar uma literacia digital que será sem dúvida uma mais-valia para os seus alunos para que se tornem cidadãos ativos numa sociedade em constante mudança. É fundamental definir estratégias para que os alunos trabalhem a informação com espírito crítico, criatividade, flexibilidade, trabalho em equipa, autonomia, entre outras, preparando-os para a inserção na vida activa.
“Os professores e os alunos passam a ser parceiros solidários que enfrentam desafios a partir das problematizações reais do mundo contemporâneo e procuram acções conjuntas que levam à colaboração, à cooperação e à criatividade, para tornar a aprendizagem colaborativa, crítica e transformadora (SILVA, 2006).”
Quanto ao perfil docente, (CAPARRÓZ e LOPES.2008) citando Moran (2006) argumenta que com a educação online se multiplicam os papéis do professor, exigindo uma grande capacidade de adaptação e criatividade diante de novas situações, propostas e atividades. O professor online deveria aprender a trabalhar com diferentes tipos de tecnologias, possuir uma visão mais participativa do processo educacional, estimular a criação de comunidades, a pesquisa em pequenos grupos, a participação individual e coletiva.
Devemos realçar que esta evolução da escola, buscando novas metodologias de aprendizagem com recurso às TIC, se tem deparado com algumas dificuldades. colocar computadores nas salas e não alterar as práticas de ensino não vai produzir resultados na aprendizagem dos alunos. E, neste aspeto, deparamos com um segundo problema que se prende com a resistência de uma parte dos docentes à formação em TIC e à mudança de metodologia de ensino. A escola tem vindo a alterar as metodologias de ensino-aprendizagem e a apoiar a adoção de recursos educativos baseados nas Tecnologias de Informação e Comunicação que proporcionem um ensino mais em conformidade com os estímulos predominantes na sociedade do século XXI.
Em jeito de conclusão, hoje em dia, a aprendizagem deve ser realizado ao longo da vida.  O espaço da aprendizagem é aqui, em qualquer lugar; o tempo de aprender é hoje e sempre”.


Bibliografia
Silva, L. (1999). Globalização das redes de comunicação: uma reflexão sobre as implicações cognitivas e sociais. In J. A. Alves, P. Campos, & P. Q. Brito (Orgs.). O futuro da Internet (pp. 53-63). Matosinhos, Atlântico.
SILVA, Adelina (2006). Processos de ensino-aprendizagem na era digital. Disponível em: http://www.bocc.ubi.pt/pag/silva-adelina-processos-ensino-aprendizagem.pdf e acedido em: 10 de março de 2015.
MORAN, José Manuel (2006). Contribuições para uma pedagogia da educação online. In: Marco SILVA (Org.). Educação online: teorias, práticas, leg

quarta-feira, 11 de março de 2015

Ser Leitor

Benefícios da leitura

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiiZAWZHeM8ctcZhit0aoVRxsv7UkKCg-BhejZhd2FTEpDcnf3FnEqjHQlOhLlNRnzrG-b9HeLrKBZ4EFDwKwZiCLGNc6nNc5lgA0JSAKYRS5V-YctoplOsMCeEHW8bKhc7aPo4bYTY_oA/s1600/10423274_508141465980783_2633939717507568919_n.jpg
- A leitura acaba por ser o suporte que permite a cada um ter um apoio sólido para crescer como ser humano. 
- Há determinadas obras que sendo clássicos são estruturantes para a cultura de qualquer ser humano e que lhe permite um suporte sólido na sua ascensão a níveis superiores de conhecimento.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A Biblioteca Escolar e a Web 2.0 – suas implicações

A Biblioteca Escolar e a Web 2.0 – suas implicações


A Biblioteca Escolar é um serviço da comunidade que procura inovar e acompanhar as mudanças da Escola do século XXI; uma Biblioteca que envolva os seus alunos na construção do seu próprio saber; uma Biblioteca que leve os seus recursos além das quatro paredes e se torne uma referência em contexto de sala de aula, estudo autónomo e ocupação dos tempos livres; uma Biblioteca que convide os seus utilizadores a dar um feedback e avaliação constante, de forma a melhorar cada vez mais os serviços que oferece; uma BE que saiba dar resposta às exigências de uma nova Era. Os desafios com os quais enfrentamos constantemente são muitos e cada vez mais diversificadas, “Ensinar não é mais transmitir conhecimentos.  O professor perde o monopólio do saber, pois não detém mais todas as informações e o aluno deixa sua posição de aprendiz, onde somente acumulava informações, na maioria das situações sem compreensão e contextualização com a realidade.
Ele passa a ter o papel de consultor da aprendizagem,  no sentido de abrir caminhos ao conhecimento, visando preparar o aluno para o confronto com novos problemas,   exercitar a ousadia da curiosidade e incentivar o espírito criativo e crítico das crianças e jovens  (Tedesco, 2006).”
A  “Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência colectiva.” “Pode‐se visualizar a Web 2.0 como um conjunto de princípios e práticas que interligam uma rede de sítios e serviços com os quais os utilizadores interagem e aos quais acrescentam valor. Se antes a web era estruturada por meio de sítios que disponibilizavam conteúdo on‐line, de maneira estática, sem oferecer a possibilidade de interação aos internautas, agora é possível criar uma conexão por meio das comunidades de utilizadores com interesses em comum. Muitos destes sítios tornaram‐se verdadeiros aplicativos (ex. Google, que disponibiliza processador de texto, gestor de correio, folha de cálculo, apresentação eletrónica, agenda, agregador de conteúdos, etc.). As suas funcionalidades, a maioria das quais de acesso gratuito e “user friendly”, possuem a sofisticação de softwares que antes apenas tínhamos no disco rígido do computador. Na base da Web 2.0 está a participação dos utilizadores: eles acrescentam valor à rede, o serviço melhora quanto mais pessoas o usam, qualquer utilizador pode criar conteúdos e avaliar os que encontra (ratting)” (O'Reilly, 2005).
Em resultado da evolução das TIC, a multiplicidade dos meios de divulgação da informação, o professor bibliotecário deve assumir a tarefa de conhecer, explorar e perceber as potencialidades que a Web 2.0 tem para as bibliotecas escolares e incentivar e apoiar e “conduzir” a escola para a mudança de paradigma.
A Biblioteca 2.0 aplica os princípios e as ferramentas da Web 2.0 aos seus produtos e serviços, tendo diversos objetivos:  (i) melhorar os serviços existentes para darem resposta às reais necessidades dos utilizadores; (ii) oferecer novos serviços; fazer do utilizador um “utilizador participante”, quer na escola, quer fora dela, materializando gradualmente a autopromoção.
O professor bibliotecário Web 2.0 deve conhecer a Biblioteca, no que respeita a serviços que disponibiliza, avaliando e atualizando, de forma constante, a sua utilidade e pertinência. O PB deve também conhecer e responder às necessidades informacionais dos utilizadores, assim como estar consciente de que a participação do utilizador na criação de serviços e processos de revisão/optimização dos mesmos, sendo de extrema importância, até para evitar a falta de conhecimento e a baixa adesão com que muitas vezes nos deparamos na escola. Furtado (2009) afirma: “…é indispensável que os profissionais que atuam nas bibliotecas percebam a necessidade de rever os seus produtos e serviços e sua relação com o usuário da informação…”, pp: 137.
À medida que integra as mudanças operadas pela Web participativa, a biblioteca escolar tem, acima de tudo, um papel crucial na formação de utilizadores ativos e capazes de construir o seu próprio conhecimento, através da formação nas literacias de acesso à informação digital e, principalmente, de leitura, pesquisa, seleção, interpretação e análise crítica dos conteúdos.  Maness (2006): “Biblioteca 2.0 é uma comunidade virtual centrada no usuário… Enquanto que o Bibliotecário 2.0 deveria atuar como um facilitador e prover suporte…”pp: 45.
Considera-se imprescindível que a escola, os professores, o professor bibliotecário, em conjunto, que estes recorram ao uso das ferramentas da web 2.0 para a abordagem dos seus conteúdos, de forma a envolver os alunos na sua própria aprendizagem, como meio de envolver e apelar à participação ativa dos alunos, mesmo os mais arredados das tarefas escolares. Os professores deverão implementar a sua prática no sentido de apresentar problemas, despertar interrogações, coordenar grupos de trabalho e sistematizar experiências, de forma a valorizar e proporcionar o diálogo, a colaboração e, consequentemente, a construção do conhecimento.
A web 2.0 tem como pressuposto elementar o trabalho colaborativo, torna-se muito importante como recurso pedagógico, à disposição de todos os professores e, particularmente, dos professores bibliotecários. Assim, o trabalho colaborativo, com recurso à web 2.0, na promoção das literacias, no apoio ao curriculum, na implementação de projetos e na gestão assume-se como um grande desafio para estes serviços e para os professores bibliotecários. A Biblioteca 2.0 será, assim, centrada no utilizador, recorre a vários media, é rica socialmente e comunitariamente inovadora (Maness, 2007, p.49).


Bibliografia:
 - Furtado, C. Cordeiro (2009). Bibliotecas escolares e Web 2.0.: revisão da literatura sobre Brasil e Portugal. Em Questão,v.15, n.ᵒ 2, Porto Alegre, pp. 135-150.
- Maness, J. M. (2007). Teoria da biblioteca 2.0: as suas implicações para as bibliotecas. Informação & Sociedade: Estudos, v.17, nº 1, pp. 43-51.
- O’Reilly, T. (2005) What is web 2.0 [On-line]. Acedido em: 19 fevereiro 2015, http://oreilly.com/pub/a/web2/archive/what-is-web-20.html?page=1
 - Tedesco, J. (2006). Educar na sociedade do conhecimento. JMEditora