terça-feira, 17 de março de 2015

A BE e os novos ambientes virtuais de aprendizagem: Repensar o papel das bibliotecas escolares

A BE e os novos ambientes virtuais de aprendizagem: Repensar o papel das bibliotecas escolares

Ao repensar os espaços de aprendizagem, teremos também de repensar o papel das bibliotecas escolares.
Os novos ambientes virtuais de aprendizagens e as comunidades de prática podem constituir novas oportunidades para a Biblioteca Escolar.... mas também novas responsabilidades.
Quais são os desafios...? As possibilidades...? As dificuldades?

O progresso tecnológico facilita a ação do homem, como produtor e consumidor de informação, contribuindo para a emergência uma economia do conhecimento em rede (Carvalho, 2007).
Atualmente já não nos imaginamos sem o acesso à Internet, o desenvolvimento das tecnologias, a Web tem originado mudanças sociais e culturais significativas, originando um novo padrão, um novo paradigma social e fazendo emergir uma nova geração de nativos digitais que formam uma comunidade virtual. No mundo em que vivemos onde a Internet impera, representa um conhecimento de dimensão inacreditável e em crescimento exponencial, dá-se destaque na partilha e produção de mais informação.
Carvalho (2007) refere que “é, pois, imperioso preparar as gerações para esta nova forma de estar, onde todos são consumidores e produtores e onde as capacidades de pesquisar e avaliar a qualidade da informação são críticas”.
As mudanças sociais e culturais trazem repercussões no contexto educativo, criando um modelo educacional de conhecimento e cultura virtuais que não pode ser ignorado pelos agentes educativos, dado que acaba por mudar a natureza do ensino e da aprendizagem, passando a uma abordagem construtivista, mais centrada no aluno.
As “novas capacidades exigidas atualmente” são “pesquisar, selecionar e citar; cooperar e colaborar presencialmente e online; e, ainda, publicar e partilhar online”, a BE pode e deve ter um papel de destaque e este papel deve ser repensado e reforçado de modo a tornar-se ainda mais ativo, deve ensinar os alunos a movimentarem-se online, a procurar informação, a verificar a sua qualidade e pertinência, a comunicá-la, a colaborar e a respeitar os direitos de autor e evitar o plágio, segundo Carvalho (2007).
Segundo Albion e Maddux (2007), citados por Carvalho (2007), “mais do que o acesso à informação, o desafio está, agora, sobretudo na selecção de informação”, visto que “a publicação online não é necessariamente sujeita a qualquer avaliação prévia da sua qualidade, como acontece, normalmente, numa editora”. “Saber pesquisar e avaliar a qualidade da informação” (Carvalho, 2007) são os “dois requisitos complementares de grande importância”.
 A BE poderá começar a revelar as potencialidades de algumas ferramentas que podem constituir o PLE -  Personal Learning Environement -  de cada aluno, e que poderão funcionar como repositório de pesquisas e de recursos encontrados online e como ponto de produção e partilha de informação e mais conhecimento, formadas as competências a este nível, é provável que teremos alunos aptos a conviver na “Galáxia Internet” e a tirar proveito na construção de aprendizagens ao longo da vida e na participação em comunidades virtuais de ensino/aprendizagem.
Os ambientes virtuais, a Web 2.0 apresentam-se aos nossos alunos como um poderoso atrativo que deve ser aproveitado pela biblioteca escolar no desenvolvimento de atividades de apoio ao currículo, pelas fantásticas potencialidades que oferece. As pesquisas orientadas, as leituras em diferentes suportes, a interatividade virtual com o acervo da biblioteca, o acesso rápido à informação, a partilha, a cooperação são funcionalidades permitidas pelo uso das tecnologias que podem ser um poderoso aliado na abordagem educativa e na construção do conhecimento. “As oportunidades na rede são inúmeras para professores e alunos desenvolverem uma aprendizagem autêntica” (Carvalho, 2007, p. 28).
 Os vários desafios impostos pela sociedade de informação, os professores e mais concretamente ao professor bibliotecário impõe-se, em primeiro lugar, a formação pessoal no âmbito das tecnologias, assim como a abertura à sua utilização no trabalho dos conteúdos curriculares e no apoio ao currículo. “A formação tem que incidir não só sobre a utilização da tecnologia mas também sobre a sua integração pedagógica na sala de aula.” (Carvalho, 2007, p. 27).



Referências:
Carvalho, A. (2007). Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos  Recursos e Ferramentas Online aos LMS. Sísifo. Revista de Ciências da Educação, 03, pp. 25‑40. 

Illera, J. L. R. (2007). Como as comunidades virtuais de prática e de aprendizagem podem transformar a nossa concepção de educação. Sísifo. Revista de Ciências da Educação, 03, pp. 117-124

Mota, J. (2009). Personal Learning Environments: Contributos para uma discussão do conceito. Educação, Formação & Tecnologias, vol.2 (2); pp. 5-21. 



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