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sexta-feira, 3 de junho de 2016
domingo, 17 de abril de 2016
sexta-feira, 10 de abril de 2015
A Escola, a Sociedade e as Tecnologias
A Biblioteca Escolar e a Web 2.0
Tendo em conta a evolução das TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) e inúmera informação e multiplicidade de meios de divulgação da informação, sendo da responsabilidade do professor bibliotecário a divulgação das Web 2.0, conhecer, explorar e compreender as potencialidades que a Web 2.0, como também incentivar e apoiar e “conduzir” a escola para a mudança de paradigma.
A biblioteca escolar assume um papel crucial na formação de utilizadores ativos e capazes de construir o seu próprio conhecimento, através da formação nas literacias de acesso à informação digital e, principalmente, de leitura, pesquisa, seleção, interpretação e análise crítica dos conteúdos. Torna-se imprescindível que os professores, e não só o professor bibliotecário recorram ao uso das ferramentas da Web 2.0 para a abordagem dos seus conteúdos, de forma a envolver os alunos na sua própria aprendizagem, como meio de envolver e apelar à participação ativa dos alunos, mesmo os mais arredados das tarefas escolares. Nesta perspetiva, os professores mdeverão implementar a sua prática no sentido de apresentar problemas, despertar interrogações, coordenar grupos de trabalho e sistematizar experiências, de forma a valorizar e proporcionar o diálogo, a colaboração e, consequentemente, a construção do conhecimento.
Bibliografia:
Furtado, C. Cordeiro (2009). Bibliotecas escolares e Web 2.0.: revisão da literatura sobre Brasil e Portugal. Em Questão,v.15, n.ᵒ 2, Porto Alegre, pp. 135-150.
Maness, J. M. (2007). Teoria da biblioteca 2.0: as suas implicações para as bibliotecas. Informação & Sociedade: Estudos, v.17, n. ᵒ1, pp. 43-51
Qual o papel da escola na Sociedade atual invadida pelas tecnologias?
As TIC estão
presentes no nosso quotidiano, estas estão a criar novos hábitos sociais:
conversar sem ver, sem tocar mas sim trocar ideias, resolver situações,…até
mesmo divertir… passamos a ser mediadas pelo computador de uma forma síncrona
ou assíncrona. No e-mail, no Facebook, no Twittter, no Skype, no telemóvel…
Tal como refere
Silva, 1999 «O facto de (...) se poder aceder aos mais variados tipos de
informação sediada em computadores em qualquer parte do mundo, se poder
conversar (em tempo real) e corresponder com pessoas espalhadas pelo mundo, se
poder ter o seu espaço próprio de publicação, faz com que se aprenda a ver e a
sentir o mundo de modo diferente porque se gera uma nova forma de conceber o
espaço, o tempo, as relações, a representação das identidades, os
conhecimentos, o poder, as fronteiras, a legitimidade, a cidadania, a pesquisa,
enfim, a realidade social, política, económica e cultural» (Silva, 1999).
Qual o papel da
escola na Sociedade atual invadidade pelas tecnologias?
Atualmente os professores
deparam-se com uma nova sociedade de “nativos digitais”, que passam o dia
sempre acompanhados ou com SMS, blogues, youtube, facebook, chats, … durante a
noite os PC e os smartphones passam a descarregar músicas, filmes e séries
durante toda a noite, ou seja o mundo não para, porque a informação e a
comunicação são um contaste turbilhão e atualizacões que se torna necessário
acompanhar. A informação já não se encontra só dentro da de aula, nem dos
livros e cadernos. “A sala de aula é maior que o planeta Terra” escreveram
Candeias e Silva, 2008. E certamente que os professores já não são vistos como
“detentores do saber”., estes tem que se adaptar às novas exigências, alterar o
seu papel de transmissor de conhecimentos para se transformar num mediador de
aprendizagens, deve facultar uma literacia digital que será sem dúvida uma
mais-valia para os seus alunos para que se tornem cidadãos ativos numa
sociedade em constante mudança. É fundamental definir estratégias para que os
alunos trabalhem a informação com espírito crítico, criatividade,
flexibilidade, trabalho em equipa, autonomia, entre outras, preparando-os para
a inserção na vida activa.
“Os professores e
os alunos passam a ser parceiros solidários que enfrentam desafios a partir das
problematizações reais do mundo contemporâneo e procuram acções conjuntas que
levam à colaboração, à cooperação e à criatividade, para tornar a aprendizagem
colaborativa, crítica e transformadora (SILVA, 2006).”
Quanto ao perfil
docente, (CAPARRÓZ e LOPES.2008) citando Moran (2006) argumenta que com a
educação online se multiplicam os papéis do professor, exigindo uma grande
capacidade de adaptação e criatividade diante de novas situações, propostas e
atividades. O professor online deveria aprender a trabalhar com diferentes
tipos de tecnologias, possuir uma visão mais participativa do processo
educacional, estimular a criação de comunidades, a pesquisa em pequenos grupos,
a participação individual e coletiva.
Devemos realçar
que esta evolução da escola, buscando novas metodologias de aprendizagem com
recurso às TIC, se tem deparado com algumas dificuldades. Como diz Miranda,
Guilhermina Lobato, in Limites e possibilidades das TIC na educação,
colocar computadores nas salas e não alterar as práticas de ensino não vai produzir
resultados na aprendizagem dos alunos. E, neste aspeto, deparamos com um
segundo problema que se prende com a resistência de uma parte dos docentes à
formação em TIC e à mudança de metodologia de ensino. Como diz a mesma autora,
“uma sólida formação técnica e pedagógica dos professores bem como do seu
empenho são determinantes”. “É neste contexto que a escola tem vindo a
alterar as metodologias de ensino-aprendizagem e a apoiar a adoção de recursos
educativos baseados nas Tecnologias de Informação e Comunicação que
proporcionem um ensino mais em conformidade com os estímulos predominantes na
sociedade do século XXI. (CANDEIAS e SILVA, 2008)”
Em jeito de
conclusão e citando Coutinho e Bottentuit Júnior (2007) “…hoje em dia, a
aprendizagem deve ser realizado ao longo da vida (lifelong learning). O
ciberespaço rompeu com a ideia de tempo próprio para a aprendizagem. O espaço
da aprendizagem é aqui, em qualquer lugar; o tempo de aprender é hoje e
sempre”.
TIC em contexto educativo
As TIC em Contexto Educativo
As novas tecnologias não substituem o professor ou o
ensino, dito tradicional. A complementaridade é a fulcral.
As ferramentas que hoje se encontram à disposição dos utilizadores
constitui mais um recurso que, quando bem utilizado, poderá ajudar
na construção do conhecimento “partilhado”. A grande questão
que nos é colocada tem a sua génese no tipo de utilização que queremos ou
podemos dar a esse manancial de recursos.
Estou convicta de que o sucesso na utilização das TIC, na educação,
fundamenta-se em questões pedagógicas. A prática pedagógica deve ser repensada.
Não basta possuir os meios tecnológicos, precisamos utilizá-los de forma
inteligente, devemos traçar objetivos de aprendizagem claros e exequíveis;
clarificar as competências que desejamos que os nossos utilizadores devem
alcançar; escolher as ferramentas adequadas à tarefa que pretendemos realizar.
No entanto, Julgo que o uso das tecnologias na educação deve fazer
parte de uma prática situada, contextualizada e intencional. Quando se mudam as
formas de aprender e ensinar, o recurso à tecnologia nasce de uma necessidade.
Se continuamos com as mesmas práticas ultrapassadas, corremos o risco
de não ver qualquer utilidade na utilização dos recursos disponíveis, ou por
outra, continuamos a fazer um mal uso das mesmas.
Há que trabalhar de forma colaborativa e não ter medo de arriscar ou
parecer menos capaz perante os nossos utilizadores/alunos e
colegas/professores. Se for presente alguma instabilidade, devemos introduzir
as Tecnologias da Informação e Comunicação com tarefas mais simples
ou seguindo exemplos de boas práticas. Os exemplos são sempre úteis e
pedagógicos, podemos aprender com eles e adaptá-los à nossa realidade.
É certo que não há receitas, devemos descobrir a forma mais útil, mais
eficaz e mais feliz, para si e para os seus alunos, de utilizar os meios que
tem ao seu dispor.
As novas tecnologias, para além de se constituírem num recurso
atrativo e indispensável, são ferramentas que acabam por ser utilizadas pela
própria necessidade de dar resposta aos desafios que vão surgindo no trabalho
do dia-a-dia.
O desafio é gerar situações de aprendizagem em que os utilizadores/
alunos se revejam e que o produto final tenha significado prático, situações
que "obriguem" a uma utilização de várias ferramentas. É o aprender
fazendo…
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