quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A Biblioteca Escolar e a Web 2.0 – suas implicações

A Biblioteca Escolar e a Web 2.0 – suas implicações


A Biblioteca Escolar é um serviço da comunidade que procura inovar e acompanhar as mudanças da Escola do século XXI; uma Biblioteca que envolva os seus alunos na construção do seu próprio saber; uma Biblioteca que leve os seus recursos além das quatro paredes e se torne uma referência em contexto de sala de aula, estudo autónomo e ocupação dos tempos livres; uma Biblioteca que convide os seus utilizadores a dar um feedback e avaliação constante, de forma a melhorar cada vez mais os serviços que oferece; uma BE que saiba dar resposta às exigências de uma nova Era. Os desafios com os quais enfrentamos constantemente são muitos e cada vez mais diversificadas, “Ensinar não é mais transmitir conhecimentos.  O professor perde o monopólio do saber, pois não detém mais todas as informações e o aluno deixa sua posição de aprendiz, onde somente acumulava informações, na maioria das situações sem compreensão e contextualização com a realidade.
Ele passa a ter o papel de consultor da aprendizagem,  no sentido de abrir caminhos ao conhecimento, visando preparar o aluno para o confronto com novos problemas,   exercitar a ousadia da curiosidade e incentivar o espírito criativo e crítico das crianças e jovens  (Tedesco, 2006).”
A  “Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência colectiva.” “Pode‐se visualizar a Web 2.0 como um conjunto de princípios e práticas que interligam uma rede de sítios e serviços com os quais os utilizadores interagem e aos quais acrescentam valor. Se antes a web era estruturada por meio de sítios que disponibilizavam conteúdo on‐line, de maneira estática, sem oferecer a possibilidade de interação aos internautas, agora é possível criar uma conexão por meio das comunidades de utilizadores com interesses em comum. Muitos destes sítios tornaram‐se verdadeiros aplicativos (ex. Google, que disponibiliza processador de texto, gestor de correio, folha de cálculo, apresentação eletrónica, agenda, agregador de conteúdos, etc.). As suas funcionalidades, a maioria das quais de acesso gratuito e “user friendly”, possuem a sofisticação de softwares que antes apenas tínhamos no disco rígido do computador. Na base da Web 2.0 está a participação dos utilizadores: eles acrescentam valor à rede, o serviço melhora quanto mais pessoas o usam, qualquer utilizador pode criar conteúdos e avaliar os que encontra (ratting)” (O'Reilly, 2005).
Em resultado da evolução das TIC, a multiplicidade dos meios de divulgação da informação, o professor bibliotecário deve assumir a tarefa de conhecer, explorar e perceber as potencialidades que a Web 2.0 tem para as bibliotecas escolares e incentivar e apoiar e “conduzir” a escola para a mudança de paradigma.
A Biblioteca 2.0 aplica os princípios e as ferramentas da Web 2.0 aos seus produtos e serviços, tendo diversos objetivos:  (i) melhorar os serviços existentes para darem resposta às reais necessidades dos utilizadores; (ii) oferecer novos serviços; fazer do utilizador um “utilizador participante”, quer na escola, quer fora dela, materializando gradualmente a autopromoção.
O professor bibliotecário Web 2.0 deve conhecer a Biblioteca, no que respeita a serviços que disponibiliza, avaliando e atualizando, de forma constante, a sua utilidade e pertinência. O PB deve também conhecer e responder às necessidades informacionais dos utilizadores, assim como estar consciente de que a participação do utilizador na criação de serviços e processos de revisão/optimização dos mesmos, sendo de extrema importância, até para evitar a falta de conhecimento e a baixa adesão com que muitas vezes nos deparamos na escola. Furtado (2009) afirma: “…é indispensável que os profissionais que atuam nas bibliotecas percebam a necessidade de rever os seus produtos e serviços e sua relação com o usuário da informação…”, pp: 137.
À medida que integra as mudanças operadas pela Web participativa, a biblioteca escolar tem, acima de tudo, um papel crucial na formação de utilizadores ativos e capazes de construir o seu próprio conhecimento, através da formação nas literacias de acesso à informação digital e, principalmente, de leitura, pesquisa, seleção, interpretação e análise crítica dos conteúdos.  Maness (2006): “Biblioteca 2.0 é uma comunidade virtual centrada no usuário… Enquanto que o Bibliotecário 2.0 deveria atuar como um facilitador e prover suporte…”pp: 45.
Considera-se imprescindível que a escola, os professores, o professor bibliotecário, em conjunto, que estes recorram ao uso das ferramentas da web 2.0 para a abordagem dos seus conteúdos, de forma a envolver os alunos na sua própria aprendizagem, como meio de envolver e apelar à participação ativa dos alunos, mesmo os mais arredados das tarefas escolares. Os professores deverão implementar a sua prática no sentido de apresentar problemas, despertar interrogações, coordenar grupos de trabalho e sistematizar experiências, de forma a valorizar e proporcionar o diálogo, a colaboração e, consequentemente, a construção do conhecimento.
A web 2.0 tem como pressuposto elementar o trabalho colaborativo, torna-se muito importante como recurso pedagógico, à disposição de todos os professores e, particularmente, dos professores bibliotecários. Assim, o trabalho colaborativo, com recurso à web 2.0, na promoção das literacias, no apoio ao curriculum, na implementação de projetos e na gestão assume-se como um grande desafio para estes serviços e para os professores bibliotecários. A Biblioteca 2.0 será, assim, centrada no utilizador, recorre a vários media, é rica socialmente e comunitariamente inovadora (Maness, 2007, p.49).


Bibliografia:
 - Furtado, C. Cordeiro (2009). Bibliotecas escolares e Web 2.0.: revisão da literatura sobre Brasil e Portugal. Em Questão,v.15, n.ᵒ 2, Porto Alegre, pp. 135-150.
- Maness, J. M. (2007). Teoria da biblioteca 2.0: as suas implicações para as bibliotecas. Informação & Sociedade: Estudos, v.17, nº 1, pp. 43-51.
- O’Reilly, T. (2005) What is web 2.0 [On-line]. Acedido em: 19 fevereiro 2015, http://oreilly.com/pub/a/web2/archive/what-is-web-20.html?page=1
 - Tedesco, J. (2006). Educar na sociedade do conhecimento. JMEditora


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

ESTENDAL DA POESIA - Escrita Criativa

ESTENDAL DA POESIA

A Festa da Poesia – Estendal da Poesia -Constituiu um momento significativo de um processo que se iniciou no 1.º período com as sessões de formação “Estendal de Poesia” para professores e alunos, e que continua no 2.º período com o Concurso de Poesia, no qual se pretendeu estimular a escrita poética associada à consolidação de hábitos de leitura. 
De facto, a celebração da POESIA aconteceu!

A escrita criativa estará em destaque nas Bibliotecas Escolares do nosso Agrupamento.
Foi com muito entusiasmo e empenho que os alunos aceitaram os exercícios propostos para criar histórias de uma forma diferente. “Deitaram as mãos à obra”: jogando com as palavras, com imaginação e criatividade, cada um escreveu a sua história que, no final, pode partilhar com o grupo.


No final, muitos alunos disseram: “Hoje, escrevemos de outra maneira!”

ESTENDAL DA POESIA
http://youtu.be/fmH5qWpi3Ac



terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

A Paixão pelos Livros

Os Fantásticos Livros Voadores do Sr. Morris Lessmore.

 

Vencedor do Oscar 2012 como melhor curta-metragem. Inspirado no furacão Katrina, no Buster Keaton, no Mágico de Oz e na paixão pelos livros, o curta nos mostra como é grande o poder curativo das histórias - como a literatura pode ser útil para fugir um pouquinho da realidade ou deixar o que já era bom.