segunda-feira, 16 de março de 2015

Ambientes virtuais de aprendizagens na BE

Ao repensar os espaços de aprendizagem, teremos também de repensar o papel das bibliotecas escolares.
Os novos ambientes virtuais de aprendizagens e as comunidades de prática podem constituir novas oportunidades para a Biblioteca Escolar.... mas também novas responsabilidades.
Quais são os desafios...? As possibilidades...? As dificuldades?

QUAL O PAPEL DA ESCOLA NA SOCIEDADE ATUAL INVADIDA PELAS TECNOLOGIAS?
As TIC estão presentes no nosso quotidiano, estas estão a criar novos hábitos sociais: conversar sem ver, sem tocar mas sim trocar ideias, resolver situações,…até mesmo divertir… passamos a ser mediadas pelo computador de uma forma síncrona ou assíncrona. No e-mail, no Facebook, no Twittter, no Skype, no telemóvel…
Tal como refere Silva, 1999 «O facto de (...) se poder aceder aos mais variados tipos de informação sediada em computadores em qualquer parte do mundo, se poder conversar (em tempo real) e corresponder com pessoas espalhadas pelo mundo, se poder ter o seu espaço próprio de publicação, faz com que se aprenda a ver e a sentir o mundo de modo diferente porque se gera uma nova forma de conceber o espaço, o tempo, as relações, a representação das identidades, os conhecimentos, o poder, as fronteiras, a legitimidade, a cidadania, a pesquisa, enfim, a realidade social, política, económica e cultural» (Silva, 1999).

QUAL O PAPEL DA ESCOLA NA SOCIEDADE ATUAL INVADIDA PELAS TECNOLOGIAS?
Atualmente os professores deparam-se com uma nova sociedade de “nativos digitais”, que passam o dia sempre acompanhados ou com SMS, blogues, youtube, facebook, chats, … durante a noite os PC e os smartphones passam a descarregar músicas, filmes e séries durante toda a noite, ou seja o mundo não para, porque a informação e a comunicação são um contaste turbilhão e atualizacões que se torna necessário acompanhar. A informação já não se encontra só dentro da de aula, nem dos livros e cadernos. Ccertamente que os professores já não são vistos como “detentores do saber”., estes tem que se adaptar às novas exigências, alterar o seu papel de transmissor de conhecimentos para se transformar num mediador de aprendizagens, deve facultar uma literacia digital que será sem dúvida uma mais-valia para os seus alunos para que se tornem cidadãos ativos numa sociedade em constante mudança. É fundamental definir estratégias para que os alunos trabalhem a informação com espírito crítico, criatividade, flexibilidade, trabalho em equipa, autonomia, entre outras, preparando-os para a inserção na vida activa.
“Os professores e os alunos passam a ser parceiros solidários que enfrentam desafios a partir das problematizações reais do mundo contemporâneo e procuram acções conjuntas que levam à colaboração, à cooperação e à criatividade, para tornar a aprendizagem colaborativa, crítica e transformadora (SILVA, 2006).”
Quanto ao perfil docente, (CAPARRÓZ e LOPES.2008) citando Moran (2006) argumenta que com a educação online se multiplicam os papéis do professor, exigindo uma grande capacidade de adaptação e criatividade diante de novas situações, propostas e atividades. O professor online deveria aprender a trabalhar com diferentes tipos de tecnologias, possuir uma visão mais participativa do processo educacional, estimular a criação de comunidades, a pesquisa em pequenos grupos, a participação individual e coletiva.
Devemos realçar que esta evolução da escola, buscando novas metodologias de aprendizagem com recurso às TIC, se tem deparado com algumas dificuldades. colocar computadores nas salas e não alterar as práticas de ensino não vai produzir resultados na aprendizagem dos alunos. E, neste aspeto, deparamos com um segundo problema que se prende com a resistência de uma parte dos docentes à formação em TIC e à mudança de metodologia de ensino. A escola tem vindo a alterar as metodologias de ensino-aprendizagem e a apoiar a adoção de recursos educativos baseados nas Tecnologias de Informação e Comunicação que proporcionem um ensino mais em conformidade com os estímulos predominantes na sociedade do século XXI.
Em jeito de conclusão, hoje em dia, a aprendizagem deve ser realizado ao longo da vida.  O espaço da aprendizagem é aqui, em qualquer lugar; o tempo de aprender é hoje e sempre”.


Bibliografia
Silva, L. (1999). Globalização das redes de comunicação: uma reflexão sobre as implicações cognitivas e sociais. In J. A. Alves, P. Campos, & P. Q. Brito (Orgs.). O futuro da Internet (pp. 53-63). Matosinhos, Atlântico.
SILVA, Adelina (2006). Processos de ensino-aprendizagem na era digital. Disponível em: http://www.bocc.ubi.pt/pag/silva-adelina-processos-ensino-aprendizagem.pdf e acedido em: 10 de março de 2015.
MORAN, José Manuel (2006). Contribuições para uma pedagogia da educação online. In: Marco SILVA (Org.). Educação online: teorias, práticas, leg

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