Ao repensar os espaços de aprendizagem, teremos também de
repensar o papel das bibliotecas escolares.
Os novos ambientes virtuais de aprendizagens e as
comunidades de prática podem constituir novas oportunidades para a Biblioteca
Escolar.... mas também novas responsabilidades.
Quais são os desafios...? As possibilidades...? As
dificuldades?
QUAL O PAPEL DA
ESCOLA NA SOCIEDADE ATUAL INVADIDA PELAS TECNOLOGIAS?
As TIC estão presentes no nosso
quotidiano, estas estão a criar novos hábitos sociais: conversar sem ver, sem
tocar mas sim trocar ideias, resolver situações,…até mesmo divertir… passamos a
ser mediadas pelo computador de uma forma síncrona ou assíncrona. No e-mail, no
Facebook, no Twittter, no Skype, no telemóvel…
Tal como refere Silva, 1999 «O facto
de (...) se poder aceder aos mais variados tipos de informação sediada
em computadores em qualquer parte do mundo, se poder conversar (em tempo
real) e corresponder com pessoas espalhadas pelo mundo, se poder ter o seu
espaço próprio de publicação, faz com que se aprenda a ver e a sentir o mundo
de modo diferente porque se gera uma nova forma de conceber o espaço, o tempo,
as relações, a representação das identidades, os conhecimentos, o poder, as
fronteiras, a legitimidade, a cidadania, a pesquisa, enfim, a realidade social,
política, económica e cultural» (Silva, 1999).
QUAL O PAPEL DA
ESCOLA NA SOCIEDADE ATUAL INVADIDA PELAS TECNOLOGIAS?
Atualmente os professores deparam-se
com uma nova sociedade de “nativos digitais”, que passam o dia sempre
acompanhados ou com SMS, blogues, youtube, facebook, chats, … durante a noite
os PC e os smartphones passam a descarregar músicas, filmes e séries durante
toda a noite, ou seja o mundo não para, porque a informação e a comunicação são
um contaste turbilhão e atualizacões que se torna necessário acompanhar. A
informação já não se encontra só dentro da de aula, nem dos livros e cadernos.
Ccertamente que os professores já não são vistos como “detentores do saber”.,
estes tem que se adaptar às novas exigências, alterar o seu papel de
transmissor de conhecimentos para se transformar num mediador de aprendizagens,
deve facultar uma literacia digital que será sem dúvida uma mais-valia para os
seus alunos para que se tornem cidadãos ativos numa sociedade em constante
mudança. É fundamental definir estratégias para que os alunos trabalhem a
informação com espírito crítico, criatividade, flexibilidade, trabalho em
equipa, autonomia, entre outras, preparando-os para a inserção na vida activa.
“Os professores e os alunos passam a
ser parceiros solidários que enfrentam desafios a partir das problematizações
reais do mundo contemporâneo e procuram acções conjuntas que levam à
colaboração, à cooperação e à criatividade, para tornar a aprendizagem
colaborativa, crítica e transformadora (SILVA, 2006).”
Quanto ao perfil docente, (CAPARRÓZ e
LOPES.2008) citando Moran (2006) argumenta que com a educação online se
multiplicam os papéis do professor, exigindo uma grande capacidade de adaptação
e criatividade diante de novas situações, propostas e atividades. O professor
online deveria aprender a trabalhar com diferentes tipos de tecnologias,
possuir uma visão mais participativa do processo educacional, estimular a
criação de comunidades, a pesquisa em pequenos grupos, a participação
individual e coletiva.
Devemos realçar que esta evolução da
escola, buscando novas metodologias de aprendizagem com recurso às TIC, se tem
deparado com algumas dificuldades. colocar computadores nas salas e não alterar
as práticas de ensino não vai produzir resultados na aprendizagem dos alunos.
E, neste aspeto, deparamos com um segundo problema que se prende com a
resistência de uma parte dos docentes à formação em TIC e à mudança de
metodologia de ensino. A escola tem vindo a alterar as metodologias de
ensino-aprendizagem e a apoiar a adoção de recursos educativos baseados nas Tecnologias
de Informação e Comunicação que proporcionem um ensino mais em conformidade com
os estímulos predominantes na sociedade do século XXI.
Em jeito de conclusão, hoje em dia, a
aprendizagem deve ser realizado ao longo da vida. O espaço da
aprendizagem é aqui, em qualquer lugar; o tempo de aprender é hoje e sempre”.
Bibliografia
Silva, L.
(1999). Globalização das redes de comunicação: uma reflexão sobre as implicações
cognitivas e sociais. In J. A. Alves, P. Campos, & P. Q. Brito (Orgs.). O
futuro da Internet (pp. 53-63). Matosinhos, Atlântico.
SILVA,
Adelina (2006). Processos de ensino-aprendizagem na era digital. Disponível em:
http://www.bocc.ubi.pt/pag/silva-adelina-processos-ensino-aprendizagem.pdf
e acedido em: 10 de março de 2015.
MORAN, José
Manuel (2006). Contribuições para uma pedagogia da educação online. In: Marco
SILVA (Org.). Educação online: teorias, práticas, leg
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